Melhor que uma só mesmo duas...


Imagina que maravilha chegar na banca e ter a opção de escolher a capa da sua revista que mais te agrada? Tudo bem, hoje em dia isto está mais do que banalizado mas, houve uma época que isso era algo excepcional e cá entre nós, é bem bacana ter uma edição com cara de duas.
Antigamente, nos saudosos anos 80, uma capa alternativa era item de luxo entre os colecionadores ou fãs das estrelas. A segunda opção vinha sempre em menor tiragem e às vezes somente para determinadas regiões - o que dava muito mais trabalho de encontrá-las. Pesquisamos e selecionamos aqui todas as capas alternativas da história da PLAYBOY brasileira, confira se sua coleção está realmente completa.

A primeira edição com duas versões de capa foi em setembro de 1984, ambas estreladas por Sônia Braga. O ensaio era uma reprodução das fotos que Sônia e Cláudia Ohana realizaram para a matriz americana. A opção em close, dirtribuida no Rio de Janeiro, não faz parte do ensaio, fotografado por Richard Fegley, é uma foto clicada há alguns anos antes por Antônio Guerreiro e fotos desse mesmo ensaio estiveram nas páginas da concorrente Status. A atriz já era conhecida internacionalmente e a edição é um clássico e Sônia voltaria num ensaio produzido pela PLAYBOY Brasil e clicada por Bob Wolfenson.

Também em 84, em dezembro, Luiza Brunet retornava para um segundo ensaio, a edição ainda brindava os leitores com um calendário com a modelo. A primeira opção de capa foi cancelada mesmo após algumas já terem sido impressas, a direção da revista acreditava que a versão que se tornou oficial seria mais comercial. O que aconteceu foi que as capas já impressas foram distribuídas pela editora e apenas alguns exemplares chegaram a ir para as bancas (se você tem algum amigo, parente, conhecido que trabalhou na Editora Abril nesse período, você tem alguma chance de conseguir essa capa).
Se em 84 fomos agraciados com duas grandes musas em dose dupla, 85 certamente seria ainda melhor, acompanhe:

Tássia Camargo também voltava ás páginas da PLAYBOY para dois ensaios na mesma edição. São Paulo ganhava um guia dos pecados da capital e por essa razão uma das chamadas de capa foi substituída por uma faixa destacando o tal guia na metrópole. Em janeiro de 86 a edição com Cláudia Raia também vinha com um carimbo do guia da paquera em algumas praças. Tá, não é exatamente uma capa alternativa mas, para os colecionadores isso faz uma baita diferença.

Diferença mesmo seria duas capas com mulheres distintas, não é mesmo? Pois foi exatamente o que aconteceu em outubro. Sandra Bréa e Luciane Quadros foram as eleitas, Sandra teve tiragem limitada para algumas capitais e a capa com a prima de Jânio foi vendida no restante do país. Dois ensaios distintos com mulheres diferentes.

Já em outubro de 1986, Lílian Ramos estava nas revistas em todo o país e Terezinha Sodré apenas nas cidades do Rio de Janeiro, onde a atriz ficou conhecida atuando em novelas, e Recife, onde a bela morava com o marido, o capitão Carlos Alberto.

Em 1987 a PLAYBOY trazia em fevereiro e em agosto a nudez das estrelas Maitê Proença e Lídia Brondi em um caderno à parte, mas somente em setembro que tivemos uma capa alternava e não se tratava apenas de uma capa. A segunda capa era uma edição especial que trazia o ranking dos melhores bumbuns escolhidos pelos leitores. A campeã da preferência nacional era Alice di Carli. Mas a grande estrela da edição era mesmo a inesquecível Luma de Oliveira.

No anos seguinte, um pequeno deslize passou despercebido: um dos destaques da edição de junho - com Sueli dos Santos estrelando - era a playmate Kimberly Conrad, lindíssima e eleita a Playmate do Ano dos Estados Unidos, o problema é que a musa também foi destaque e playmate da edição de abril e a foto do destaque de capa era a mesma. Como em dezembro de 84, a capa foi cancelada e uma nova impressão solicitada com a imagem alterada. Algumas cópias sobreviveram da primeira leva e também foram distribuídas internamente.

Nos anos 90 essa prática foi abolida pela revista e não tivemos sequer uma revista diferente. Já no primeiro mês de 2000 tivemos uma edição pra começar o milênio com o pé direito. Depois disso muitas alternativas ainda estavam por vir: duas e até três capas por edição viriam para o nosso prazer.

CONTINUA...

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