Durante quatro longos anos de namoro, finalmente a morena de Salvador, ex-estrela mirim do programa da Mara Maravilha, aceitou o convite. Ela era musa e o desejo de tê-la na capa era tanto que escalaram dois fotógrafos para realizar o ensaio e ainda optaram por um terceiro para clicar a bela para a capa. E não para por aí, ela pôde também escolher as locações e sugeriu a Bahia, claro, e o Caribe. Essa morena estava com a bola toda e posou com toda a pompa e circunstância que merecia. Depois do ensaio ela frequentemente era vista nos programas da TV e nas páginas de jornais e revistas, foi percussora nos reality shows pela internet, onde interagia com o público de dentro de sua casa, mostrando o seu dia-a-dia no site Morango. Entrevistamos a garota sensual preferida dos leitores que conta mais sobre o ensaio, sua carreira e os altos e baixos que teve que ultrapassar na vida. Conheça mais Kátia Reis.
Você ficou conhecida do grande público
após ser capa da revista Playboy?
Não fiquei conhecida pelo público por
causa da revista, comecei minha carreira artística aos seis anos de idade em
Salvador, minha cidade natal, onde era a estrelinha do programa
"Parquinho", apresentado por Mara Maravilha.
Como você foi parar nas páginas da revista masculina mais conceituada do mundo?
Trabalhei durante 14 anos como modelo, fiz diversos trabalhos de publicidade, participei de vários concursos de beleza e um deles foi o "Garota Sensual" realizado pela Playboy e a Ford Models. Foram mais de 5 mil candidatas e neste concurso fui a 2ª colocada (a primeira foi Andréia Lista) e por conta disso os leitores pediram Kátia Reis como capa.
Então esse não foi o marco inicial da sua
carreira?
Não, mas com
certeza deu força e velocidade para os trabalhos posteriores a ele.
Naquela época só algumas grandes
estrelas fotografavam no exterior e além disso foi fotografada por três fotógrafos,
como foi ser tão bem produzida por uma revista tão conceituada?
Eu já trabalhava como modelo em uma
agência conceituada e por conta disso conheci muitos fotógrafos conceituados e
também pelos estágios do ensaio que foram divididos entre Brasil e
exterior. A escolha do local foi sugestão minha, para mim o Caribe tinha
tudo a ver com a proposta e eles aceitaram a sugestão.
O cachê das revistas masculinas
realmente mudava a vida nessa época?
Não, mas colaborou para que eu pudesse
comprar um carro e comprar um imóvel.
Depois desse ensaio nunca mais foi
convidada para posar nua novamente?
Sim, algumas vezes, mas não era o meu
seguimento e nem o que buscava no momento. A Playboy foi uma oportunidade e uma
passagem que considero bonita naquela época, minha intenção nunca foi focar em
cima do meu corpo, o que estava buscando era o mercado artístico e minha
carreira como atriz.
Você fez algumas novelas, como foi
participar dessas produções?
Foram duas novelas e mais um projeto da
obra do autor Nelson Rodrigues, dirigido pelo diretor Wolf Maya. Foi
maravilhoso participar dessas produções, conhecer grandes profissionais e
pessoas generosas que me ajudaram naquela época.
Você tinha alguma formação de atriz ou
foi com a cara e a coragem?
Na época das novelas fui com a cara e a
coragem, mas logo após busquei informações e cursos de arte, dramaturgia,
teatro e cinema. O projeto dirigido pelo Wolf Maya foi em um desses cursos que
fiz.
Ser capa de revistas, atriz de novelas, assistente de palco e apresentadora de merchandising. Qual desses trabalhos
mais te agrada?
Todos! Gosto de lidar com o público, de
receber o carinho e o reconhecimento pelo trabalho, de atuar, de trabalhar com
a arte e de usar os talentos que Deus me deu. Mas gostaria ainda de realizar um
grande trabalho como atriz e ter a oportunidade de participar de uma novela com
um papel bem bacana... Um sonho, um dia eu chego lá!
O assédio masculino era grande nessa
época?
Bastante, ainda com a exposição da
revista, às vezes as pessoas confundem arte e trabalho com outras coisas, mas
sempre fui educada e dava um jeito de sair com muita elegância, educação e
classe.
Passou por algum constrangimento devido
sua beleza e por ter feito um trabalho sensual?
Não, sempre me posicionei com relação a
isso. Tenho meus valores, uma família que sempre esteve por perto, fui muito
bem criada e se eu me tornei uma mulher sensual, foi natural, mas tudo foi
usado para o meu trabalho, o meu sustento.
E os famosos, nunca se interessaram por
você?
Vários, mas sempre tive namoros longos
e nunca estava totalmente disponível, mas conheci alguns famosos sim, pessoas
especiais que fizeram parte de uma fase importante da minha vida.
Já namorou algum famoso?
Sim, mas como disse, fizeram parte de
uma fase importante da minha vida e só.
É verdade que você fez parte de um
grupo country de garotas?
Sim, um projeto idealizado por mim.
Havia uma oportunidade de introduzir esse projeto na mídia e não perdi tempo em
buscar caminhos para "As Meninas do Rodeio" entrar no ar. Nossa
música de sucesso na época foi "Namoro ou amizade" de um conceituado
produtor naquela época, foi muito bacana. Lançamos o primeiro single do Brasil
e foi uma explosão na TV e nas rádios do seguimento.
Você foi assistente de palco do Gugu no
SBT, como recebeu esse convite?
Fui apresentada por uma amiga e o
diretor do programa "Viva a Noite" me convidou para assumir o posto
de secretária de palco.
A TV sempre foi seu objetivo?
Sim, é até hoje!
Por que saiu dos holofotes?
Não foi por causa disso, mas quando
engravidei, resolvi tirar um tempo da minha vida para me dedicar ao crescimento
e a educação da minha filha, assim como fui preparada para a vida, também
queria dar essa base para ela.
Sentia falta do assédio dos fãs e da
imprensa?
Uma falta natural, é sempre bom ser
reconhecida pelo que você faz, mas isso não me fez mal. Agora vou começar a
matar a saudade desse assédio, não é mesmo (risos)?
Apesar do enorme sucesso nos anos 90 e
ter feito muitos trabalhos marcantes, você passou por uma fase difícil em 2011
e voltou a mídia desta vez falando sobre a ação de despejo que estava sofrendo.
Como você superou isso?
O início foi extremamente difícil! Mas
logo depois dessa trágica passagem aprendi a entender e enxergar as coisas por
outro prisma, minha visão se abriu e toda dor me fez amadurecer, crescer, me
encontrar de verdade e me deu base para viver com mais força e determinação. Eu
aprendi que tudo eu posso quando temos um mentor, um diretor, e a minha
superação veio através desse conhecimento, dessa direção, e tudo isso encontrei
em Jesus. A partir daí comecei a achar caminhos para essa superação e nesse
caminho, além da minha paz interior, abri uma empresa no ramo de decorações e
festas que colaborou para minha base financeira e o reconhecimento do público.
Esse retorno à mídia, mesmo que de uma forma
triste te ajudou de alguma forma?
Sim, sou grata por tudo e por todas as
pessoas que abriram as portas nesse momento de dor e angústia.
Hoje você está com uma empresa bem
sucedida no ramo de buffets, agora você conseguiu se superar financeiramente?
Estamos crescendo a cada dia, a (empresa) Sophie Fest tem realmente me trazido retorno e me aberto novas portas e
oportunidades... Aliás, uma propaganda aqui se for possível, curtam a nossa fan page: Sophie Fest
Conseguiu recuperar seu apartamento?
Ainda não, está lacrado e em Juízo, mas
tenho fé que algo vai acontecer ainda neste ano com relação ao
apartamento.
É possível uma volta sua ao meio
artístico?
Tudo é possível, Eis me aqui.
Você prefere o meio artístico ou a vida
de empresária que você tem hoje?
Eu trabalho com arte, precisei me
tornar empresária e estou a cada dia me preparando para ser mais profissional,
tanto na área artística quanto a empresarial, por isso prefiro os dois (risos).
Eu quero é trabalhar!
De tudo que você passou, positivo e
negativamente, qual lição você leva?
Que vale a pena mantermos nossos
valores, que para todas as coisas existem um propósito, eu cresci muito e
resolvi ficar com a parte boa dessa fase. Mas tenho uma dica: Não deixe a sua
vida e não confia seus valores a outras pessoas, cuide do que é seu bem de
pertinho e cuidado com as associações, às vezes ela pode te levar ao fundo do
poço. Hoje olho para o alto, porque de lá vem o meu socorro e minha
esperança.
Sua capa está
participando de uma enquete para decidir qual a melhor de todos os tempos,
acredita que a sua pode escolhida?
Eu acho que a capa ficou linda, fui fotografada por dois grandes fotógrafos (Thomas Susemihl e klaus mitteldorf clicaram o ensaio e Fábio Cabral fotografou a capa), a escolha da foto foi criteriosa e eu sou suspeita em falar né (risos)? Mas se me escolherem vou ficar muito feliz mais uma vez pelo reconhecimento de um trabalho muito especial para mim.
Como foi ser capa da Playboy?
Importante. Sou grata pela
oportunidade, por tudo o que aconteceu depois desse trabalho e pelo carinho do
público que me escolheu. Nada é por acaso.
Obrigado pela entrevista e pelo carinho, desejamos sucesso e toda a sorte do mundo.
Obrigado por mais uma oportunidade de
mostrar um pouco mais da minha vida e trajetória. Torço para eu seja uma
boa referência para as pessoas que precisam superar qualquer área da sua vida e se
você acreditar e olhar tudo com bons olhos, vai dar certo!
Um beijo carinhoso a todos os leitores!
Kátia Reis
Foto: Arquivo pessoal
Entrevista: Anderson Leal

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